Professor José Costa e os atletas de basquete do
Colégio Estadual Murilo Braga que participaram dos Jogos da Primavera em 1985.
São eles: Paulo Henrique, Vera, Lourdes, Cleberton, Givaneide, Jorge, Jeferson,
Marleide, Shirley, Rodjalma, Gicélia, Erinaldo, Gustavo, Geni, Lourdes, Neide,
Isabel e Elisângela. Atletas de Ouro!
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domingo, 18 de junho de 2017
domingo, 4 de outubro de 2015
Obrigado Colégio Estadual Murilo Braga por fazer parte da minha vida por 35 anos
Após 35 anos lecionando no Colégio
Estadual Murilo Braga, encerrei minhas atividades profissionais em 27 de abril
de 2015 para gozar de licenças-prêmios e de férias até julho de 2016, quando me
aposentarei do serviço público.
Vou relatar em poucas palavras minha história no Murilo Braga:
Tudo começou em 1976 quando estudava a 8ª série no CEMB e iniciei a prática
de basquete nas aulas de educação física com o Professor Romilto Mendonça a
qual despertou em mim a paixão pelo esporte e que me motivou a ser professor.
Ao final do ano de 1979, concluí o 3º Ano científico, atualmente Ensino Médio.
Em janeiro de 1980, fiz o vestibular para o curso de licenciatura plena em
educação física da UFS e fui aprovado. Em 03 de março, iniciei meus estudos na
UFS e ao mesmo tempo, comecei a lecionar educação física escolar e basquete no
Murilo Braga, já que naquela época, o universitário poderia ser contratado como
professor. Em 09 de abril de 1980, assinei o contrato de trabalho com o
governo de Sergipe através da Secretaria de Estado da Educação e Cultura. De
1984 até meados de 1985, fui coordenador de educação física do CEMB e, ao mesmo
tempo, treinava as equipes de basquete para participar das competições.
No início da minha carreira dei aulas na quadra de cimento do colégio e
no Módulo Esportivo, e a partir de 1994, elas foram realizadas no Ginásio José Milton Machado, o Miltão, e em 2005, na quadra
externa em frente ao colégio. Realizei diversas atividades esportivas e
recreativas com meus alunos, entre elas: campeonato serrano de basquete, jogos
internos, gincanas esportivas, caça ao tesouro, festas de São João e de
confraternização de fim de ano e torneios esportivos de voleibol, handebol,
futsal e basquete nas aulas de educação física.
Os alunos de basquete participaram de várias competições oficiais no
estado, não só representando o Murilo Braga, mas também Itabaiana, entre elas:
os jogos da primavera, campeonato sergipano, jogos infantis, seletiva dos
JEB’s, jogos escolares da rede pública de Sergipe, jogos estudantis, e ganhamos
mais de 60 medalhas.
Trabalhei com vários diretores e todos respaldaram o meu trabalho
enquanto estiveram à frente da direção desta grandiosa instituição de ensino, tais como: Acácia,
Adenilson Maciel, Aldo, Augusta, Cleidinilson, Conceição, Eder, Edmilson,
Fátima Góis, Geovanca, João Alves, Maria Mendonça, Raquel Dala, Solange e Maria
Pereira (in memorian), o maior ícone da educação do Murilo Braga e de
Itabaiana, a qual tenho o orgulho de ter sido aluno e professor na sua gestão
que se consagrou por 5 governos.
Nestes 35 anos, tive a satisfação de trabalhar e conviver no CEMB com professores
de todas as disciplinas, mas de perto com os colegas da educação física, dos
quais sempre tive a amizade e o respeito como: Aelson, Alberto Fontes,
Aparecida, Assunção, Benildes, Benjamin, Costa Lima (in memorian), Gersivaldo (in
memorian), Gersonito, Henrique, Ivonete, Jailde, Jair, Jorge Cruz, José
Antônio, Josiel, Leila, Lucy, Marcos, Nailene, Nivaldo, Roberto, Ronaldo,
Rosimeire, Sandra, Wilson, Valtênio e Zuleide.
Todos os funcionários do Murilo Braga foram importantes colaboradores do
meu trabalho, mas vou destacar o nome de um deles, Zé Miúdo (in memorian), que
zelou com seu trabalho 24 horas por dia o Ginásio Miltão como se fosse uma
extensão da sua casa.
Não poderia esquecer os meus queridos alunos, que nestes 35 anos foram
milhares, todos especiais, os quais sempre tive carinho, respeito, amizade e compromisso
através do basquete e da educação
física, e enaltecendo a todos, vou destacar um deles, Carlos Augusto Moura, que
disputou e foi campeão dos jogos da primavera e colaborou na arbitragem,
organização e realização dos diversos campeonatos de basquete do Murilo Braga. Através
do basquete e da educação física, contribuí na formação integral de milhares de
alunos do Murilo Braga afastando-os do álcool, droga, más amizades, da violência
e incentivando-os a estudar para ter um futuro melhor como cidadão.
Estou triste e feliz ao mesmo tempo, triste porque não vou mais dar
aulas no CEMB e feliz por ter a certeza do dever cumprido com honradez,
compromisso e dedicação depois de 35 anos de trabalho. Sentirei muitas saudades
e as lembranças ficarão para sempre na minha mente, como: da convivência com os alunos e colegas, das
viagens para disputar os jogos em Aracaju, das disputas de medalhas com os
outros colégios, das vitórias, das derrotas, dos passeios com os alunos de
basquete, dos lanches após o termino dos jogos da primavera, dos campeonatos de
basquete em Itabaiana, etc.
Obrigado aos alunos, pais, colegas,
funcionários e diretores do Colégio Estadual Murilo Braga por fazerem parte da
minha história profissional e de vida.
Um agradecimento especial a Deus por ter guiado, protegido e iluminado
meus passos durante esta jornada de trabalho e rogo a Ele que abençoe todos que
fizeram e fazem parte da família CEMB, com a qual convivi durante 35 anos, e
que estarei presente por toda a vida.
Professor José Costa
quinta-feira, 6 de março de 2014
Poesia enaltecendo o basquete
Em 1987, a aluna Josenilde Santana do Colégio Estadual
Murilo Braga escreveu uma poesia sobre o basquete, a qual foi publicada no
Jornal do Basquete, edição nº 3. A publicação tinha como objetivo motivar
outros alunos a escreverem poesias, textos, músicas. O basquete do CEMB não era
apenas esporte, mas também arte, cultura, cidadania. A Associação Itabaianense
de Basquete realizou com seus associados (alunos e ex-alunos do CEMB) diversas
atividades esportivas, culturais e recreativas, entre elas: concursos de
pesquisa sobre basquete, caça ao tesouro, Forró dos basqueteiros, festas de confraternização
de fim de ano, gincanas esportiva e cultural, exposições de fotografias de
basquete e campeonatos que contribuíram na formação integral dos
alunos do Colégio Estadual Murilo Braga.
Basquete
Se amar for pecado
Jamais serei inocente
Pois existe um esporte
Que amo loucamente “basquete”
Estava com uma lista de esporte
O qual deveria fazer
De repende veio uma borboletinha
E disse que era basquete
Que eu tinha que escolher.
Sai perfume das flores
Do peito sai talento
Só basquete que não sai
Do meu pensamento
A primeira vez que eu te vi
Fiquei logo emocionada
Quando o pratiquei
Já estava apaixonada “basquete”
Verdes campos se alegram
Quando ver o sol nascer
Assim se alegra meu coração
Quando pratico você “basquete”
É mais fácil cair
Uma estrela do firmamento
Do que tirar basquete
Do meu pensamento
Não sei por que te conheci
Não sei por que te olhei
Não sei por que pratiquei
Mas por ti me apaixonei
Você diz que gosta de basquete
Mas nunca provou
Basquete só é praticado
Com muito amor.
Basquete também é cultura!
terça-feira, 4 de março de 2014
Paródia (música) do basquete do Murilo Braga
Em meados da década de 80, as alunas de basquete do Colégio
Estadual Murilo Braga criaram uma paródia de música carnavalesca para servir
como grito de guerra nos Jogos da Primavera, em Aracaju, e motivar nossas equipes
a enfrentarem os adversários ou como comemoração após as vitórias de cada jogo.
Yes nós temos cebola, cebola pra dar e vender, cebola menina
tem vitamina, cebola é forte e faz crescer.
................ por que está tão triste, mas o que foi que
aconteceu? Foi o Murilo que entrou na quadra, entrou foi mesmo para vencer.
Vem, vem Murilo, vem por favor, não fique triste que esse jogo é todo seu, pois
Murilo é mais bonito, pois Murilo já venceu.
Alá, lá, lá, ô, ô, ô, ô mais que calor ô, ô, ô, ô,
atravessando a quadra do Salé, pegamos o (nome do colégio adversário) e demos
de olé (bis).
Com torcida ou sem torcida ê,ê, ê eu ganho, com vitória ou
sem vitória ê,ê, ê eu jogo.
As águas vão rolar, cara fechada eu não quero nem olhar, eu
passo a mão na bola, bola, bola e quero ver a bola entrar, deixe a bola entrar
(bis).
Quem sabe, sabe, conhece bem, como é gostoso ganhar de
alguém, pan rã, pan rã, pan rã melhor que o Murilo não há.
Ei, você aí, torcida quente aí, torcida quente aí panrã,
panrã, panrã... (bis)
Quem não chora, não mama, Murilo cabeça na chupeta, quem não
gosta do Murilo vá tomar tody, sabor que alimenta, tody sabor que alimenta.
Professor José Costa
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Colégio Estadual Murilo Braga: parabéns pelo 64º aniversário!
Parabéns ao Colégio Estadual Murilo Braga pelo 64º
aniversário de existência. Uma história
de compromisso, tradição e referência na educação de Sergipe. Uma história
vitoriosa na educação, na música, nas aprovações de vestibulares e no esporte, em especial, no basquete.
Que esta grandiosa instituição de ensino de Sergipe continue
contribuindo na formação integral de milhares de jovens de Itabaiana e do
agreste sergipano como faz há 64 anos, com a
competência e dedicação de seus professores, funcionários e equipe diretiva.
Tenho orgulho de afirmar que destes 64 anos de existência do
CEMB, faço parte desta história por 41 anos, 7 como aluno, do 6º ano do ensino
fundamental ao 3º ano do ensino médio, e 34 como professor de educação física,
onde continuarei com as graças de Deus
até 2016.
domingo, 1 de setembro de 2013
A semente do basquete itabaianense
Em Janeiro de 1975, após a conclusão dos estudos no 3º Ano
do ginásio, o aluno Romilto Mendonça do Colégio Estadual Murilo Braga foi
aprovado no primeiro vestibular do curso de educação física da Universidade
Federal de Sergipe. Em 1976, foi contratado para dar aulas de educação física
no CEMB e em pouco tempo selecionou cerca de vinte alunos, entre eles eu, para
formar uma equipe de treinamento de basquete com o objetivo de participar dos
jogos estudantis de Sergipe, em
Aracaju. Eu fazia parte da categoria A e era reserva,
obviamente porque não estava entre os melhores, apesar de ser assíduo aos
treinamentos e tinha o objetivo de um dia ser titular da equipe, o que
aconteceu em 1978, mas aí será outra história, vamos aos fatos desta:
Após alguns meses de treinamento, o Professor Romilto marcou
um jogo amistoso contra a equipe do Colégio de Aplicação da UFS, a melhor de
Sergipe e uma das melhores do Nordeste na época. A equipe era treinada por Márlio
Chagas, Professor de basquete do curso de educação física. Naquele tempo, o Murilo
Braga possuía duas quadras, a primeira era de cimento liso e não tinha tabelas
de basquete, lá se praticava o futsal e o voleibol; e na segunda quadra, onde
foi construído o Ginásio de Esportes José Milton Machado, o Miltão, de cimento
mais áspero, onde era praticado o handebol e o basquete. O jogo foi realizado a
noite e a quadra ficou totalmente lotada, principalmente com os alunos do CEMB
que estudavam naquele horário, como era de costume com o futebol de salão e o
handebol, as duas modalidades de maior prestígio no colégio naquele tempo.
Era o nosso primeiro jogo contra uma equipe de Aracaju e
nela tinha os dois melhores jogadores de basquete do Estado, Jorge e Damião, o
último é o atual presidente da Federação Sergipana de Basquetebol. Eu era reserva
e só entrei no jogo no 2º tempo, quando já estávamos perdendo por mais de 50
pontos a zero. No final do jogo, um colega sofreu uma falta no ato do arremesso
e teve o direito de cobrar dois lances livres, errou o primeiro e converteu o
segundo, para a nossa alegria e comemoração. Ao final do jogo perdemos pelo
placar de 89 a
1.
No outro dia, como era de se esperar, os comentários no
colégio foram sobre a nossa derrota e aconteceu uma tremenda gozação pelo
episodio. Até o Jornal Cebolão do Grêmio Estudantil do CEMB, editado por
Luciano Correia e Blanar, tirou onda do fato, colocando na primeira página uma
charge da tabela de basquete com a cesta menor do que a bola e ironizando, no
bom sentido, o porquê da nossa equipe ter feito apenas um ponto no jogo.
Em 1980, ingressei no curso de educação física da UFS e 2
anos depois ao fazer a disciplina basquete com o Professor Márlio Chagas fiz o
comentário sobre o jogo amistoso realizado em Itabaiana e o placar no qual o
Murilo Braga tinha feito um ponto de lance livre, e aí veio a minha surpresa do
porque tínhamos conseguido fazer aquele pontinho. Ele comentou que tinha feito
um pedido de tempo e determinou a um dos seus jogadores para fazer a falta
durante o arremesso e nossa equipe cobrasse os dois lances livres e eles pudessem
treinar a jogada de contra ataque, por isto o CEMB teria feito aquele ponto.
Foi graças à semente lançada pelo Professor Romilton em 1976,
com a equipe que encestou um ponto no primeiro jogo, que fez o basquete do
Murilo Braga e de Itabaiana surgir e crescer no cenário sergipano, tornando-o como
uma das grandes forças do esporte de todos os tempos.
Professor José Costa
domingo, 25 de agosto de 2013
Reconhecimento pelo trabalho no basquete sergipano
Durante 27 anos, de 1976 a 2003, foi realizado em Itabaiana um dos
melhores campeonatos de basquete do Estado envolvendo alunos e ex-alunos do
Colégio Estadual Murilo Braga e até equipes convidadas de Aracaju. Até 1983 era
apenas um campeonato, o Serrano, realizado sempre no 1º semestre e patrocinado
pelo comércio itabaianense, mas a partir de 1984, com a criação da Associação
Itabaianense de Basquetebol, passamos a realizar o campeonato interno do CEMB,
no mês de Novembro, em comemoração ao aniversário da escola, o qual os alunos
colaboravam com uma pequena taxa para a compra das medalhas e troféus na
premiação das equipes vencedoras.
Em novembro de 1987, fui ao gabinete do Secretário de Estado
do Esporte e Lazer, Jornalista Leó Filho, para solicitar a premiação do
campeonato interno de basquete em comemoração ao 38º aniversário do CEMB, que
prontamente atendeu o meu pedido, mas ressaltando que as medalhas e troféus
seriam entregues posteriormente. Alguns dias depois, a assessoria do secretário
me telefonou avisando que o mesmo estaria presente no encerramento do
campeonato para entregar a premiação às equipes vencedoras.
Na tarde de Sábado, 28 de novembro, véspera do aniversário
do colégio, o secretário chegou com seus assessores na quadra do Murilo Braga e
assistiu à partida final do campeonato, em que a equipe do Monte Líbano venceu
o Sírio pelo placar de 78 a 73, com um bom público
presente ao local. Ao iniciar a premiação, o Secretário pediu a palavra e
comunicou que como presidente do Conselho Regional de Desportos do Estado de
Sergipe gostaria de entregar a mim um Voto de Louvor, que tinha sido aprovado
em sessão plenária por sua indicação pelos meus serviços prestados ao basquete
de Itabaiana. Recebi o Voto de Louvor e após os meus agradecimentos realizamos
a premiação. Infelizmente das fotos tiradas com a minha máquina, que não era das
mais modernas na época, a foto da entrega do Voto de Louvor queimou restando
apenas três fotos do jogo que estão postadas no Blog basquetedeitabaiana.blogspot.com
Naquela época, eu tinha 7 anos que trabalhava no CEMB e
apenas 2 anos de formado pela UFS no curso de Educação Física, mas já havia
ganhado diversos títulos no basquete dos Jogos da Primavera e dos Jogos Infantis,
o qual naquele ano, o Murilo Braga ficou em 10º lugar na classificação geral,
com os dois títulos conquistados no masculino e feminino. Posteriormente o
basquete do CEMB ganhou mais de 60 medalhas em competições oficiais nos
diversos campeonatos do Estado.
Em outubro de 2008, a Secretaria de Estado da Educação de
Sergipe durante o Encontro Estadual de Educação Física me homenageou com uma
placa ao qual dizia: “Ao servidor José Costa os cumprimentos da SEED de
profícuo trabalho, durante os quais mostrou senso de inigualável senso de
responsabilidade, determinação, respeito aos colegas e alunos.”
Com estas homenagens, tive a certeza que quando o trabalho é
realizado com compromisso, responsabilidade e dedicação ao esporte, cedo ou
tarde, o mesmo é reconhecido, seja pelos dirigentes, pais, alunos ou pela
comunidade. As justas homenagens devem ser feitas aos profissionais no período
em que os mesmos estejam em pleno exercício de trabalho, para mostrar-lhes os
quantos são e podem ser úteis e importantes à sociedade que pertence.
Professor José Costa
domingo, 18 de agosto de 2013
Correndo pelas ruas de Aracaju
A partir desta data estarei postando histórias que ocorreram
durante a minha vida como atleta ou professor de educação física com fatos
alegres, tristes, engraçados, exemplos ou de superação de limites e que foram
importantes para a minha formação de educador. Vamos a primeira história:
Em 1976,
a equipe de basquete do Colégio Estadual Murilo Braga
disputou pela primeira vez os Jogos Estudantis de Sergipe, atualmente Jogos da
Primavera, em Aracaju, e eu participei pela categoria A juntamente com alguns
colegas, na época eu estudava 8ª série. O nosso primeiro jogo foi disputado na
quadra da Marinha, localizada na Rua Ivo do Prado, conhecida também como Rua da
“frente”. Apesar do CEMB ser um colégio do interior, a coordenação de basquete
colocou o nosso jogo por último na rodada da noite. O professor Romilto
Mendonça reclamou e solicitou a mudança do horário, que não foi acatado.
Mais ou menos às 21 horas entramos em quadra para enfrentar
o Salesiano, um dos melhores colégios do basquete sergipano. Ao término do 1º
tempo, estávamos perdendo o jogo pelo placar de 51 a 2, quando o professor
Romilto resolveu retirar a equipe do jogo, porque se assim não fizesse,
perderíamos o ônibus de retorno a Itabaiana, que saia da rodoviária, no centro
de Aracaju. Ao chegar à rodoviária, o funcionário da empresa informou que a lotação do ônibus estava
completa e que não podia vender passagens, pois o DER não permitia que o ônibus
iniciasse a viagem com passageiros em pé.
Fomos orientados pelo funcionário a ir correndo para o
bairro Siqueira Campos, no ponto do cinema Plaza, atualmente a Igreja Universal
de Deus, e aguardar a chegada do ônibus, se desse tempo, pois o mesmo sairia
dentro de poucos minutos. E assim fizemos, professor e alunos, correndo pelas ruas de
Aracaju, aproximadamente a uma distância de 2 quilometros, percorrendo ruas
escuras com pessoas estranhas e cachorros latindo e, em algumas vezes, correndo
atrás de nós.
Ao chegarmos em frente ao cinema, cansados e suados, o
ônibus parou, pois o motorista já estava sabendo do problema, e adentramos ao
mesmo. Tivemos que viajar em pé e ouvindo reclamações dos outros passageiros
pelo odor que desprendia dos nossos corpos.
No decorrer da viagem alguns passageiros desembarcaram em
pontos da rodovia e nós aos poucos, fomos sentando e descansando. Chegamos a
Itabaiana e desembarcamos na Praça João Pessoa, local que ficava a sede da
empresa de ônibus, e fomos para nossas casas. A equipe foi desclassificada dos
jogos e apesar dos percalços do episódio, todos os alunos continuaram
praticando o basquete naquele ano.
Em 1977, o Professor Romilto foi trabalhar em Aracaju assumindo a coordenação de educação física do Colégio Atheneu Sergipense e
alguns colegas foram estudar em escolas da capital, e por isto, a equipe foi desfeita.
Em 1978, o Professor José Antonio reuniu o restante do grupo e somou com alguns
alunos novatos para a formação de uma nova equipe. A partir daí, o basquete do
CEMB se tornou no maior celeiro de basqueteiros de Sergipe.
Professor José Costa
Professor de Educação Física
CREF 000245-G/SE
sábado, 1 de junho de 2013
Flamengo: bicampeão de basquete do NBB 2013
Após quase ficar fora da final do NBB, Caio Torres brilha, e
Fla é bicampeão
Pivô, que chegou a ser suspenso durante a semana, é cestinha
da decisão contra Uberlândia e comanda festa da torcida rubro-negra na Arena da
Barra
Até a noite de quinta-feira, Caio Torres estava fora da
final do NBB. O pivô chegou a ser suspenso preventivamente pelo Superior
Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o tribunal
voltou atrás e revogou a punição. Melhor para o técnico José Neto, para os
16.364 torcedores (14.445 pagantes) que lotaram a Arena da Barra, no Rio de
Janeiro, e para o Flamengo. Na decisão deste sábado, contra o Uberlândia, Caio
foi o cestinha com 23 pontos, pegou dez rebotes, foi eleito o melhor da decisão
e comandou a vitória por 77 a
70 que garantiu ao Rubro-Negro o bicampeonato do NBB.
Marquinhos contribuiu com mais 16 pontos, e Olivinha foi
outro a fazer um duplo-duplo (10 pontos e 12 rebotes). Do lado do Uberlândia,
Luis Gruber foi o destaque, com 20 pontos, mas precisou ficar muito tempo no
banco por causa das faltas cometidas. Cipolini fez 16 e pegou nove rebotes.
Robert Day, principal arremessador do time mineiro, teve atuação apagada.
Mesmo sem o ala Marcelinho Machado, que se machucou no
início do campeonato e desfalcou o time durante toda a temporada, o Fla
conquista seu segundo título do NBB - o primeiro foi em 2009, na edição que
inaugurou a liga. O Brasília foi campeão nas outras três oportunidades. Na
final, o Fla também não contou com o ala-armador Benite, lesionado.
Oscar, Zico e Naldo
No dia em
que Caio Torres entra para a lista de heróis rubro-negros,
outros ídolos também tiveram destaque. Homenageando Oscar, ex-jogador do Fla e
que luta contra um câncer no cérebro, o time entrou em quadra com uma faixa com
a frase “Força Oscar”. Um vídeo com os melhores momentos do Mão Santa apareceu
diversas vezes no telão, e os torcedores também lembraram o ex-atleta com
vários cartazes.
Zico estava na arquibancada e foi muito festejado pela
torcida quando anunciaram seu nome no sistema de som. Junior, Fabio Luciano e
Leandrinho Barbosa também estiveram no ginásio. Torcedor do Flamengo, o cantor
Naldo foi responsável por cantar o Hino Nacional e fez um show no intervalo.
O jogo
O Flamengo não demorou para incendiar a arquibancada lotada.
Olivinha roubou a bola e passou para Marquinhos abrir o placar com uma bela
enterrada. A defesa forte dificultava o ataque do Uberlândia, e Bruno Zanotti,
que substituía Benite, anulava Robert Day, principal pontuador do time mineiro.
A equipe carioca aproveitou para abrir vantagem, que chegou a 11 pontos quando
Olivinha fez a cesta, sofreu a falta e converteu o lance de bonificação (18 a 7).
Sem conseguir fazer cestas de dois, o Uberlândia resolveu
apostar nas bolas de três, acertando duas seguidas com Gruber e Collum. A
distância caiu para apenas dois em uma bandeja de Gruber, que marcou 11 dos 15
pontos mineiros no primeiro quarto, mas Kojo converteu dois lances livres para
fazer 21 a
15 no fim do período.
Com alguns reservas em quadra, o Flamengo não conseguiu
manter o ritmo no ataque, e o Uberlândia seguiu apostando nas bolas de três,
agora com sucesso. Luis Gruber seguia se destacando e conseguiu um lance de
quatro pontos, acertando cesta de longe, sofrendo falta de Olivinha e
convertendo o lance de bônus (25
a 22).
Valtinho acertou mais uma de três, e Cipolini empatou o jogo
em 27 a
27 na sequência. O time da casa ainda conseguia se manter na frente, mas Day
finalmente conseguiu fazer seus primeiros pontos no duelo. Com uma bola de três
com 6s no relógio, o americano levou a equipe mineira para o intervalo vencendo
por 34 a
33.
Domínio na reta final
O Flamengo voltou melhor do vestiário e dominou o terceiro
quarto, comandado pelos pivôs Caio Torres e Shilton. A torcida também jogava
junto. Quando o time rubro-negro atacava, não parava de cantar um segundo.
Quando era o adversário, os torcedores vaiavam para pressionar. Aos poucos, a
vantagem carioca ia aumentando e, com mais uma cesta de Caio, a distância ficou
em nove no fim do período: 58 a
49.
Valtinho fez uma bandeja, sofreu a falta e converteu o lance
de bonificação para diminuir a distância para 60 a 54. Ficou nisso. O
Flamengo seguia melhor no jogo, chegou a abrir 12 pontos (75 a 63), e a torcida nem
esperou a partida terminar para começar a festa. Com Day e Collum apagados, o
Uberlândia não conseguia ameaçar os cariocas. A torcida cantava“olé” e "é
campeão" enquanto esperava o cronômetro zerar para poder levantar a taça.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/basquete/nbb/noticia/2013/06/apos-quase-ficar-fora-caio-torres-brilha-e-fla-e-bicampeao-do-nbb.html
- Foto: André Durão / Globoesporte.com)
sábado, 25 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
A história do Campeonato Serrano de Basquete
Durante 27 anos os itabaianenses presenciaram
a realização do maior torneio de basquete do estado de Sergipe em todos os
tempos, o Campeonato Serrano, o qual atraia centenas de pessoas a quadra do
Módulo Esportivo de Itabaiana e do Ginásio de Esportes Miltão do Colégio
Estadual Murilo Braga. O campeonato foi disputado por milhares de alunos e
ex-alunos do CEMB ao longo dos anos, sempre nas tardes de sábado, durante o 1º
semestre.
O campeonato Serrano tinha como principais
objetivos: incentivar a prática do basquete em Itabaiana e revelar atletas para
compor as equipes do Colégio Estadual Murilo Braga que o representaria nas
competições dos Jogos da Primavera, Jogos Infantis e dos campeonatos sergipano
nas diversas categorias.
O campeonato foi realizado inicialmente com os
alunos do CEMB, posteriormente também com os ex-alunos e nos últimos
campeonatos, com participações de equipes convidadas de Aracaju. No início as
equipes receberam nomes dos estados brasileiros, depois de equipes nacionais do
basquete como: Sírio, Monte Líbano, Tupã, Francana, Ginástico, Prudentina,
Minercal... Posteriormente foram mudados para os nomes de lojas comerciais de
Itabaiana através de patrocínios e por último, os nomes dos colégios
participantes do campeonato.
O comércio de Itabaiana foi extremamente
importante para o sucesso do campeonato através da parceria que patrocinava os
fardamentos das equipes e as medalhas e troféus oferecidos às equipes
vencedoras, elementos fundamentais para incentivar as participações dos
atletas.
A imprensa sergipana teve um papel muito
importante na evolução do campeonato através da divulgação dos boletins
semanais informando os leitores através dos jornais e da internet, dos
espectadores pela televisão e os ouvintes pelo rádio o que se passava a cada
rodada, estimulando os atletas a participar e ao público em assistir os jogos.
A equipe de arbitragem do campeonato era
composta por mim, pelos alunos e ex-alunos os quais recebiam todos os anos uma
palestra teórica sobre as regras e um treinamento prático de como ser mesário e
juiz no jogo, sob minha orientação. Em algumas finais de campeonato a equipe de
arbitragem da FSB vinha arbitrar através de uma parceria com AIB.
Em 1976, o Professor Romilto Mendonça
introduziu o basquete como prática esportiva nas aulas de educação física do
Colégio Estadual Murilo Braga, e juntamente com os alunos realizou o primeiro
campeonato de Itabaiana.
Em 1977, o Professor Romilto Mendonça foi
transferido para Aracaju e o campeonato não foi realizado, mas em 1978, foi
reiniciado com força total pelo Professor José Antonio Macedo, na quadra do
Módulo Esportivo de Itabaiana, o qual tinha sido inaugurado em 1977.
Em 1980, comecei a ensinar basquete no CEMB e
passei também a realizar o campeonato juntamente com o Professor José Antonio,
mas em 1986 ele assumiu a vice-direção do CEMB e se afastou da realização do
campeonato.
Em 1982, o campeonato começou a ser divulgado
pela Rádio Princesa da Serra AM. Posteriormente, a Radio Capital do Agreste, a
FM Itabaiana e a Princesa FM também passaram a divulgar.
Em 1984, ocorreu o grande marco na história do
basquete de Itabaiana, criamos a Asssociação Itabaianense de Basquete com o
objetivo de organizar e realizar o campeonato serrano, e também desenvolver
atividades ligadas ao basquete como: gincanas, festival de arremessos,
concursos de pesquisa, festas comemorativas, etc. Foi nesta época que decidimos
colocar um nome comercial ao campeonato, que passou a se chamar de Campeonato
Sorvete Kiola de Basquete. A partir desta data, o torneio começou a ser
realizado com as meninas, já que nos anos anteriores, só tinha sido disputado
pelos meninos. A partir desta data, após o término de cada campeonato
realizávamos uma festa de confraternização envolvendo atletas, professores,
patrocinadores e a imprensa.
Em 1986, o campeonato passou a ser chamado de
Posto Serrano, no lugar de Sorvete Kiola. Pela primeira vez foi utilizado um
cartaz com os dados do campeonato para divulgar a competição na imprensa,
escolas, ruas e no comércio.
Em 1987, criamos o Jornal do Basquete, que era
editado em 4 páginas, para divulgar o campeonato, apesar de toda a divulgação
feita nas rádios de Itabaiana, na TV Sergipe e TV Atalaia, e nos Jornais:
Gazeta de Sergipe, Semanário Esportivo, Jornal de Sergipe, Correio de Sergipe,
Jornal da Manhã, Jornal da Cidade, Cinform, O Serrano. Neste ano a abertura do
11º campeonato foi transmitida ao vivo pela Rádio Princesa da Serra e o
encerramento pela Rádio Capital do Agreste.
Em 1990 instituímos a Homenagem Especial do
campeonato entregando uma placa de reconhecimento a atletas veteranos que se
destacaram nos torneios em anos anteriores e aos professores do CEMB que
contribuíram com o engrandecimento do basquete.
Em 1996 houve a 1ª participação de uma equipe
de Aracaju no campeonato, a do Colégio Salesiano no torneio feminino.
Posteriormente participaram os colégios: Graccho Cardoso, Dom Luciano, Oratório
Festivo Nossa Senhora Auxiliadora, Coesi e Arqui.
Em 2001 foi instituída a Medalha Amigo do
Basquete para homenagear jornalistas e radialistas da imprensa sergipana que
apoiavam e divulgavam o basquete de Itabaiana nos jornais, rádios e televisão.
Em 2002 o campeonato começou a ser divulgado
para o mundo através da internet pelo site da Itnet, portal de Itabaiana, e
posteriormente por outros sites. Também neste ano, a reportagem do programa
Globo Esporte da TV Sergipe fez uma matéria na final do 26º Campeonato Serrano,
no Ginásio Esportivo Miltão do CEMB, mostrando a importância do torneio para
incentivar os jovens a prática esportiva em Itabaiana.
Em 2003 a realização do último Campeonato Serrano
de Basquete, o 27º, e até hoje as pessoas me perguntam por que acabou, e sempre
respondo, como tudo que é bom um dia acaba, mas foram por vários motivos, entre
eles: a diminuição do número de alunos praticando esporte no Murilo Braga, e em
especial o basquete, por conta das mudanças nas aulas de educação física pela
implantação da LDB de 1996 e a diminuição do interesse dos ex-alunos na
participação do campeonato por conta de suas atividades profissionais e
familiares, já que a maioria já estavam casados e trabalhando.
Para resgatar a história do basquete de
Itabaiana criamos um blog na internet com fotos das equipes e dos jogos, os cartazes
dos campeonatos, recortes de jornais e comentários de atletas, professores,
radialistas, jornalistas e amantes do esporte, no seguinte endereço: http://basquetedeitabaiana.blogspot.com
acesse e deixe seu comentário.
Agradecemos a todos que participaram e
contribuíram no desenvolvimento e engrandecimento do campeonato como: os
professores, a imprensa sergipana, o comércio de Itabaiana, o Colégio Estadual
Murilo Braga e em especial aos atletas, razão maior da realização do Campeonato
Serrano de Basquete por 27 anos em Itabaiana, que talvez um dia retorne, se o
esporte voltar a ser valorizado no CEMB e no município.
José
Costa
Professor
de Educação Física
CREF 000245-G/SE
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