quinta-feira, 6 de março de 2014

Poesia enaltecendo o basquete

Em 1987, a aluna Josenilde Santana do Colégio Estadual Murilo Braga escreveu uma poesia sobre o basquete, a qual foi publicada no Jornal do Basquete, edição nº 3. A publicação tinha como objetivo motivar outros alunos a escreverem poesias, textos, músicas. O basquete do CEMB não era apenas esporte, mas também arte, cultura, cidadania. A Associação Itabaianense de Basquete realizou com seus associados (alunos e ex-alunos do CEMB) diversas atividades esportivas, culturais e recreativas, entre elas: concursos de pesquisa sobre basquete, caça ao tesouro, Forró dos basqueteiros, festas de confraternização de fim de ano, gincanas esportiva e cultural, exposições de fotografias de basquete e campeonatos que contribuíram na formação integral dos alunos do Colégio Estadual Murilo Braga.

Basquete

Se amar for pecado
Jamais serei inocente
Pois existe um esporte
Que amo loucamente “basquete”

Estava com uma lista de esporte
O qual deveria fazer
De repende veio uma borboletinha
E disse que era basquete
Que eu tinha que escolher.

Sai perfume das flores
Do peito sai talento
Só basquete que não sai
Do meu pensamento

A primeira vez que eu te vi
Fiquei logo emocionada
Quando o pratiquei
 Já estava apaixonada  “basquete”

Verdes campos se alegram
Quando ver o sol nascer
Assim se alegra meu coração
Quando pratico você “basquete”

É mais fácil cair
Uma estrela do firmamento
Do que tirar basquete
Do meu pensamento

Não sei por que te conheci
Não sei por que te olhei
Não sei por que pratiquei
Mas por ti me apaixonei

Você diz que gosta de basquete
Mas nunca provou
Basquete só é praticado
Com muito amor.

Basquete também é cultura!

Professor José Costa

quarta-feira, 5 de março de 2014

Jornal do Basquete: a história do basquete itabaianense

Em Março de 1987, foi lançado o Jornal do Basquete pela Associação Itabaianense de Basquete, 3 anos após a sua criação, com o objetivo de divulgar as notícias do basquete itabaianense e incentivar a prática do esporte na cidade, principalmente no Colégio Estadual Murilo Braga.

O jornal era mensal, inicialmente foi editado com 3 páginas e posteriormente passou a ter 4 páginas. Eu o editava em minha casa através de uma máquina de datilografia e era impresso no CEMB, algo em torno de 200 cópias, inicialmente em mimeógrafo a álcool, e após a terceira edição, à tinta. O jornal era distribuído com os associados da AIB, alunos do Murilo Braga, comerciantes que apoiavam o basquete e a imprensa sergipana.

No jornal tinha notícias sobre o basquete local, nacional e internacional, curiosidades, passatempo, poesia, pensamentos, música e assuntos variados.

O jornal foi editado por 19 vezes, de Março de 1987 a Abril 1989, e que por falta de tempo ao assumir outros empregos, infelizmente deixei de fazer.

A partir desta data estaremos digitalizando os 19 jornais, as imagens não são tão nítidas, mas dá para os que já leram matem saudades e aos que não conheceram, tenham a chance de ler um jornal simples, mas feito por amor e dedicação, desde a datilografia até os desenhos que eram feitos a mão.





Esporte também é cultura!

Por Professor José Costa

terça-feira, 4 de março de 2014

Paródia (música) do basquete do Murilo Braga



Em meados da década de 80, as alunas de basquete do Colégio Estadual Murilo Braga criaram uma paródia de música carnavalesca para servir como grito de guerra nos Jogos da Primavera, em Aracaju, e motivar nossas equipes a enfrentarem os adversários ou como comemoração após as vitórias de cada jogo.

Yes nós temos cebola, cebola pra dar e vender, cebola menina tem vitamina, cebola é forte e faz crescer.

................ por que está tão triste, mas o que foi que aconteceu? Foi o Murilo que entrou na quadra, entrou foi mesmo para vencer. Vem, vem Murilo, vem por favor, não fique triste que esse jogo é todo seu, pois Murilo é mais bonito, pois Murilo já venceu.

Alá, lá, lá, ô, ô, ô, ô mais que calor ô, ô, ô, ô, atravessando a quadra do Salé, pegamos o (nome do colégio adversário) e demos de olé (bis).

Com torcida ou sem torcida ê,ê, ê eu ganho, com vitória ou sem vitória ê,ê, ê eu jogo.

As águas vão rolar, cara fechada eu não quero nem olhar, eu passo a mão na bola, bola, bola e quero ver a bola entrar, deixe a bola entrar (bis).

Quem sabe, sabe, conhece bem, como é gostoso ganhar de alguém, pan rã, pan rã, pan rã melhor que o Murilo não há.

Ei, você aí, torcida quente aí, torcida quente aí panrã, panrã, panrã... (bis)

Quem não chora, não mama, Murilo cabeça na chupeta, quem não gosta do Murilo vá tomar tody, sabor que alimenta, tody sabor que alimenta.

Professor José Costa

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Colégio Estadual Murilo Braga: parabéns pelo 64º aniversário!

Parabéns ao Colégio Estadual Murilo Braga pelo 64º aniversário de existência.  Uma história de compromisso, tradição e referência na educação de Sergipe. Uma história vitoriosa na educação, na música, nas aprovações de vestibulares e no esporte, em especial, no basquete.

Que esta grandiosa instituição de ensino de Sergipe continue contribuindo na formação integral de milhares de jovens de Itabaiana e do agreste sergipano como faz há 64 anos, com a competência e dedicação de seus professores, funcionários e equipe diretiva.

Tenho orgulho de afirmar que destes 64 anos de existência do CEMB, faço parte desta história por 41 anos, 7 como aluno, do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, e 34 como professor de educação física, onde continuarei  com as graças de Deus até 2016.

Professor José Costa

domingo, 1 de setembro de 2013

A semente do basquete itabaianense

Em Janeiro de 1975, após a conclusão dos estudos no 3º Ano do ginásio, o aluno Romilto Mendonça do Colégio Estadual Murilo Braga foi aprovado no primeiro vestibular do curso de educação física da Universidade Federal de Sergipe. Em 1976, foi contratado para dar aulas de educação física no CEMB e em pouco tempo selecionou cerca de vinte alunos, entre eles eu, para formar uma equipe de treinamento de basquete com o objetivo de participar dos jogos estudantis de Sergipe, em Aracaju. Eu fazia parte da categoria A e era reserva, obviamente porque não estava entre os melhores, apesar de ser assíduo aos treinamentos e tinha o objetivo de um dia ser titular da equipe, o que aconteceu em 1978, mas aí será outra história, vamos aos fatos desta:

Após alguns meses de treinamento, o Professor Romilto marcou um jogo amistoso contra a equipe do Colégio de Aplicação da UFS, a melhor de Sergipe e uma das melhores do Nordeste na época. A equipe era treinada por Márlio Chagas, Professor de basquete do curso de educação física. Naquele tempo, o Murilo Braga possuía duas quadras, a primeira era de cimento liso e não tinha tabelas de basquete, lá se praticava o futsal e o voleibol; e na segunda quadra, onde foi construído o Ginásio de Esportes José Milton Machado, o Miltão, de cimento mais áspero, onde era praticado o handebol e o basquete. O jogo foi realizado a noite e a quadra ficou totalmente lotada, principalmente com os alunos do CEMB que estudavam naquele horário, como era de costume com o futebol de salão e o handebol, as duas modalidades de maior prestígio no colégio naquele tempo.

Era o nosso primeiro jogo contra uma equipe de Aracaju e nela tinha os dois melhores jogadores de basquete do Estado, Jorge e Damião, o último é o atual presidente da Federação Sergipana de Basquetebol. Eu era reserva e só entrei no jogo no 2º tempo, quando já estávamos perdendo por mais de 50 pontos a zero. No final do jogo, um colega sofreu uma falta no ato do arremesso e teve o direito de cobrar dois lances livres, errou o primeiro e converteu o segundo, para a nossa alegria e comemoração. Ao final do jogo perdemos pelo placar de 89 a 1.

No outro dia, como era de se esperar, os comentários no colégio foram sobre a nossa derrota e aconteceu uma tremenda gozação pelo episodio. Até o Jornal Cebolão do Grêmio Estudantil do CEMB, editado por Luciano Correia e Blanar, tirou onda do fato, colocando na primeira página uma charge da tabela de basquete com a cesta menor do que a bola e ironizando, no bom sentido, o porquê da nossa equipe ter feito apenas um ponto no jogo.

Em 1980, ingressei no curso de educação física da UFS e 2 anos depois ao fazer a disciplina basquete com o Professor Márlio Chagas fiz o comentário sobre o jogo amistoso realizado em Itabaiana e o placar no qual o Murilo Braga tinha feito um ponto de lance livre, e aí veio a minha surpresa do porque tínhamos conseguido fazer aquele pontinho. Ele comentou que tinha feito um pedido de tempo e determinou a um dos seus jogadores para fazer a falta durante o arremesso e nossa equipe cobrasse os dois lances livres e eles pudessem treinar a jogada de contra ataque, por isto o CEMB teria feito aquele ponto.

Foi graças à semente lançada pelo Professor Romilton em 1976, com a equipe que encestou um ponto no primeiro jogo, que fez o basquete do Murilo Braga e de Itabaiana surgir e crescer no cenário sergipano, tornando-o como uma das grandes forças do esporte de todos os tempos.

Professor José Costa

domingo, 25 de agosto de 2013

Reconhecimento pelo trabalho no basquete sergipano

Durante 27 anos, de 1976 a 2003, foi realizado em Itabaiana um dos melhores campeonatos de basquete do Estado envolvendo alunos e ex-alunos do Colégio Estadual Murilo Braga e até equipes convidadas de Aracaju. Até 1983 era apenas um campeonato, o Serrano, realizado sempre no 1º semestre e patrocinado pelo comércio itabaianense, mas a partir de 1984, com a criação da Associação Itabaianense de Basquetebol, passamos a realizar o campeonato interno do CEMB, no mês de Novembro, em comemoração ao aniversário da escola, o qual os alunos colaboravam com uma pequena taxa para a compra das medalhas e troféus na premiação das equipes vencedoras.

Em novembro de 1987, fui ao gabinete do Secretário de Estado do Esporte e Lazer, Jornalista Leó Filho, para solicitar a premiação do campeonato interno de basquete em comemoração ao 38º aniversário do CEMB, que prontamente atendeu o meu pedido, mas ressaltando que as medalhas e troféus seriam entregues posteriormente. Alguns dias depois, a assessoria do secretário me telefonou avisando que o mesmo estaria presente no encerramento do campeonato para entregar a premiação às equipes vencedoras.

Na tarde de Sábado, 28 de novembro, véspera do aniversário do colégio, o secretário chegou com seus assessores na quadra do Murilo Braga e assistiu à partida final do campeonato, em que a equipe do Monte Líbano venceu o Sírio pelo placar de 78 a 73, com um bom público presente ao local. Ao iniciar a premiação, o Secretário pediu a palavra e comunicou que como presidente do Conselho Regional de Desportos do Estado de Sergipe gostaria de entregar a mim um Voto de Louvor, que tinha sido aprovado em sessão plenária por sua indicação pelos meus serviços prestados ao basquete de Itabaiana. Recebi o Voto de Louvor e após os meus agradecimentos realizamos a premiação. Infelizmente das fotos tiradas com a minha máquina, que não era das mais modernas na época, a foto da entrega do Voto de Louvor queimou restando apenas três fotos do jogo que estão postadas no Blog basquetedeitabaiana.blogspot.com

Naquela época, eu tinha 7 anos que trabalhava no CEMB e apenas 2 anos de formado pela UFS no curso de Educação Física, mas já havia ganhado diversos títulos no basquete dos Jogos da Primavera e dos Jogos Infantis, o qual naquele ano, o Murilo Braga ficou em 10º lugar na classificação geral, com os dois títulos conquistados no masculino e feminino. Posteriormente o basquete do CEMB ganhou mais de 60 medalhas em competições oficiais nos diversos campeonatos do Estado.

Em outubro de 2008, a Secretaria de Estado da Educação de Sergipe durante o Encontro Estadual de Educação Física me homenageou com uma placa ao qual dizia: “Ao servidor José Costa os cumprimentos da SEED de profícuo trabalho, durante os quais mostrou senso de inigualável senso de responsabilidade, determinação, respeito aos colegas e alunos.”

Com estas homenagens, tive a certeza que quando o trabalho é realizado com compromisso, responsabilidade e dedicação ao esporte, cedo ou tarde, o mesmo é reconhecido, seja pelos dirigentes, pais, alunos ou pela comunidade. As justas homenagens devem ser feitas aos profissionais no período em que os mesmos estejam em pleno exercício de trabalho, para mostrar-lhes os quantos são e podem ser úteis e importantes à sociedade que pertence.


Professor José Costa 

domingo, 18 de agosto de 2013

Correndo pelas ruas de Aracaju

A partir desta data estarei postando histórias que ocorreram durante a minha vida como atleta ou professor de educação física com fatos alegres, tristes, engraçados, exemplos ou de superação de limites e que foram importantes para a minha formação de educador. Vamos a primeira história:

Em 1976, a equipe de basquete do Colégio Estadual Murilo Braga disputou pela primeira vez os Jogos Estudantis de Sergipe, atualmente Jogos da Primavera, em Aracaju, e eu participei pela categoria A juntamente com alguns colegas, na época eu estudava 8ª série. O nosso primeiro jogo foi disputado na quadra da Marinha, localizada na Rua Ivo do Prado, conhecida também como Rua da “frente”. Apesar do CEMB ser um colégio do interior, a coordenação de basquete colocou o nosso jogo por último na rodada da noite. O professor Romilto Mendonça reclamou e solicitou a mudança do horário, que não foi acatado.

Mais ou menos às 21 horas entramos em quadra para enfrentar o Salesiano, um dos melhores colégios do basquete sergipano. Ao término do 1º tempo, estávamos perdendo o jogo pelo placar de 51 a 2, quando o professor Romilto resolveu retirar a equipe do jogo, porque se assim não fizesse, perderíamos o ônibus de retorno a Itabaiana, que saia da rodoviária, no centro de Aracaju. Ao chegar à rodoviária, o funcionário da empresa  informou que a lotação do ônibus estava completa e que não podia vender passagens, pois o DER não permitia que o ônibus iniciasse a viagem com passageiros em pé.

Fomos orientados pelo funcionário a ir correndo para o bairro Siqueira Campos, no ponto do cinema Plaza, atualmente a Igreja Universal de Deus, e aguardar a chegada do ônibus, se desse tempo, pois o mesmo sairia dentro de poucos minutos. E assim fizemos, professor e alunos, correndo pelas ruas de Aracaju, aproximadamente a uma distância de 2 quilometros, percorrendo ruas escuras com pessoas estranhas e cachorros latindo e, em algumas vezes, correndo atrás de nós.

Ao chegarmos em frente ao cinema, cansados e suados, o ônibus parou, pois o motorista já estava sabendo do problema, e adentramos ao mesmo. Tivemos que viajar em pé e ouvindo reclamações dos outros passageiros pelo odor que desprendia dos nossos corpos.

No decorrer da viagem alguns passageiros desembarcaram em pontos da rodovia e nós aos poucos, fomos sentando e descansando. Chegamos a Itabaiana e desembarcamos na Praça João Pessoa, local que ficava a sede da empresa de ônibus, e fomos para nossas casas. A equipe foi desclassificada dos jogos e apesar dos percalços do episódio, todos os alunos continuaram praticando o basquete naquele ano.

Em 1977, o Professor Romilto foi trabalhar em Aracaju assumindo a coordenação de educação física do Colégio Atheneu Sergipense e alguns colegas foram estudar em escolas da capital, e por isto, a equipe foi desfeita. Em 1978, o Professor José Antonio reuniu o restante do grupo e somou com alguns alunos novatos para a formação de uma nova equipe. A partir daí, o basquete do CEMB se tornou no maior celeiro de basqueteiros de Sergipe.

Professor José Costa
Professor de Educação Física
CREF 000245-G/SE

sábado, 1 de junho de 2013

Flamengo: bicampeão de basquete do NBB 2013

Após quase ficar fora da final do NBB, Caio Torres brilha, e Fla é bicampeão

Pivô, que chegou a ser suspenso durante a semana, é cestinha da decisão contra Uberlândia e comanda festa da torcida rubro-negra na Arena da Barra

Até a noite de quinta-feira, Caio Torres estava fora da final do NBB. O pivô chegou a ser suspenso preventivamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o tribunal voltou atrás e revogou a punição. Melhor para o técnico José Neto, para os 16.364 torcedores (14.445 pagantes) que lotaram a Arena da Barra, no Rio de Janeiro, e para o Flamengo. Na decisão deste sábado, contra o Uberlândia, Caio foi o cestinha com 23 pontos, pegou dez rebotes, foi eleito o melhor da decisão e comandou a vitória por 77 a 70 que garantiu ao Rubro-Negro o bicampeonato do NBB. 

Marquinhos contribuiu com mais 16 pontos, e Olivinha foi outro a fazer um duplo-duplo (10 pontos e 12 rebotes). Do lado do Uberlândia, Luis Gruber foi o destaque, com 20 pontos, mas precisou ficar muito tempo no banco por causa das faltas cometidas. Cipolini fez 16 e pegou nove rebotes. Robert Day, principal arremessador do time mineiro, teve atuação apagada.

Mesmo sem o ala Marcelinho Machado, que se machucou no início do campeonato e desfalcou o time durante toda a temporada, o Fla conquista seu segundo título do NBB - o primeiro foi em 2009, na edição que inaugurou a liga. O Brasília foi campeão nas outras três oportunidades. Na final, o Fla também não contou com o ala-armador Benite, lesionado.

Oscar, Zico e Naldo

No dia em que Caio Torres entra para a lista de heróis rubro-negros, outros ídolos também tiveram destaque. Homenageando Oscar, ex-jogador do Fla e que luta contra um câncer no cérebro, o time entrou em quadra com uma faixa com a frase “Força Oscar”. Um vídeo com os melhores momentos do Mão Santa apareceu diversas vezes no telão, e os torcedores também lembraram o ex-atleta com vários cartazes.

Zico estava na arquibancada e foi muito festejado pela torcida quando anunciaram seu nome no sistema de som. Junior, Fabio Luciano e Leandrinho Barbosa também estiveram no ginásio. Torcedor do Flamengo, o cantor Naldo foi responsável por cantar o Hino Nacional e fez um show no intervalo.

O jogo

O Flamengo não demorou para incendiar a arquibancada lotada. Olivinha roubou a bola e passou para Marquinhos abrir o placar com uma bela enterrada. A defesa forte dificultava o ataque do Uberlândia, e Bruno Zanotti, que substituía Benite, anulava Robert Day, principal pontuador do time mineiro. A equipe carioca aproveitou para abrir vantagem, que chegou a 11 pontos quando Olivinha fez a cesta, sofreu a falta e converteu o lance de bonificação (18 a 7).

Sem conseguir fazer cestas de dois, o Uberlândia resolveu apostar nas bolas de três, acertando duas seguidas com Gruber e Collum. A distância caiu para apenas dois em uma bandeja de Gruber, que marcou 11 dos 15 pontos mineiros no primeiro quarto, mas Kojo converteu dois lances livres para fazer 21 a 15 no fim do período.

Com alguns reservas em quadra, o Flamengo não conseguiu manter o ritmo no ataque, e o Uberlândia seguiu apostando nas bolas de três, agora com sucesso. Luis Gruber seguia se destacando e conseguiu um lance de quatro pontos, acertando cesta de longe, sofrendo falta de Olivinha e convertendo o lance de bônus (25 a 22).

Valtinho acertou mais uma de três, e Cipolini empatou o jogo em 27 a 27 na sequência. O time da casa ainda conseguia se manter na frente, mas Day finalmente conseguiu fazer seus primeiros pontos no duelo. Com uma bola de três com 6s no relógio, o americano levou a equipe mineira para o intervalo vencendo por 34 a 33.

Domínio na reta final

O Flamengo voltou melhor do vestiário e dominou o terceiro quarto, comandado pelos pivôs Caio Torres e Shilton. A torcida também jogava junto. Quando o time rubro-negro atacava, não parava de cantar um segundo. Quando era o adversário, os torcedores vaiavam para pressionar. Aos poucos, a vantagem carioca ia aumentando e, com mais uma cesta de Caio, a distância ficou em nove no fim do período: 58 a 49.

Valtinho fez uma bandeja, sofreu a falta e converteu o lance de bonificação para diminuir a distância para 60 a 54. Ficou nisso. O Flamengo seguia melhor no jogo, chegou a abrir 12 pontos (75 a 63), e a torcida nem esperou a partida terminar para começar a festa. Com Day e Collum apagados, o Uberlândia não conseguia ameaçar os cariocas. A torcida cantava“olé” e "é campeão" enquanto esperava o cronômetro zerar para poder levantar a taça.